segunda-feira, 8 de junho de 2015

Da série Reverso. Fotografia, colagem e bico de pena. 50x70 cm.



domingo, 7 de junho de 2015

Uma viagem leva a outra, assim os desenhos, fotografias e livro de artista da série "Viagem à Amazônia" são expostos em Brasília, no Centro Cultural Câmara dos deputados, anexo IV, 10 andar.
Econtro uma produtora competente e atenciosa, também uma equipe de montagem cuidadosa e equipe gráfica preocupada com a publicação de um bom catálogo-livro. Tudo isso faz constrói a alegria e o sentido de uma exposição.

 
 

UM ANO DESENHADO

Junho chegou inteiro
Primeiros desenhos
E um dia no mosteiro
Boa semana!

 
 
 
 

sábado, 6 de junho de 2015

FAÇA UMA FRASE NESTE INSTANTE. Final de sábado, folheio este livro de artista. Serigrafia, 34 páginas. 12 cópias, 2011
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 

sexta-feira, 5 de junho de 2015

O BEM O BELO O JUSTO

Manhã nublada. Parece segunda mas é sexta feira. Aqui estou com mais um texto longo para Facebook, mas se você tiver interesse vamos fazer viagem no tempo. Recebo uma mensagem in box de uma leitora, colega que ficou tocada com meu texto TEMPO TEMPO. Ela escreve "faço mestrado Ciências na Educação, estou gostando pelo fato de estar envolvida numa fonte de estudos muito rica de conhecimentos, conhecendo Paulo Freire, Edgar Morin, Montessori, etc. Vejo você envolvido e buscando na prática cada vez mais no campo da arte, ai me balança e me faz questionar se devo continuar estes estudos. (....) " pois ai vem a pergunta, com que tempo? E ela conclui dizendo q consegue tempo para tantos afazeres mas não para o que mais lhe dá prazer, que é fazer arte. Termina num Tom de revolta: "Algo está mal disciplinado e precisa ser resolvido. Desculpe-me pelo desabafo e apelo de ajuda. (...) não quero esperar a aposentadoria para dedicar no que mais me dá prazer"
Estou com ela e, certamente não somos apenas dois. Ah, fosse eu jornalista ou cronista dedicaria com prazer toda essa manhã a esse tema, porque o tempo nos afeta profundamente, estamos nele, e de alguma forma somos fruto dele. O tempo é certamente o grande fundamento da arte, pois nele está a questão da finitude, nele se verifica as questões do grande quadro de Gauguin: onde estamos, de onde viemos, para onde vamos?
Certa vez ouvi de Amílcar de Castro que o tempo e o espaço são fundamentais. Ele insistia: "o tempo e o espaço importa a todo mundo, ao presidente, ao professor, ao motorista do ônibus, ao estudante". Desde então o tempo de estudante aguardo está colocação dita em uma aula de desenho. Até então eu não sabia que podia ou q estava a desenhar estas categorias e, que o tempo e o espaço no ou do desenho não eram somente questões abstratas, intelectuais, mas tocavam nossa vida cotidiana. O tempo para o motorista o tempo para o estudante... Como administrar o nosso tempo? Esta é questão que se coloca, porque de repente o tempo passa e nós ficamos com sensação de que o perdemos. Então falamos de aproveita-lo, aproveitá-lo ao máximo, aí surgem as várias maneiras de direcionarmos nossas vidas, de elegermos o que consideramos importante, necessário ou melhor ainda, essencial.
As vezes me pergunto, o que seria essencial para mim? Quanto será o tempo de vida que terei? O que gostaria realmente de fazer? Aí vem a ética deste questionamento: o que quero, o que devo, o que posso fazer. Isso demanda estratégias, porque se acontece de querer algo, mas que não posso realizar ou não devo? Ou Vice e versa?
No desabafo da minha colega vemos todas essas questões relativas ao tempo e espaço. Enchemos nos de coisas a fazer, temos o nosso tempo todo ocupado e nos falta tempo. É uma contradição, pois tempo é o que mais existe no universo, Como pode ele nos faltar?
O queremos com tantos a fazeres? Poder, dinheiro, sobrevivência, potência, serenidade, felicidade? Um filósofo americano que gosto muito diz que a felicidade está no movimento, na busca p sair de um lugar de insatisfação para um lugar de satisfação.
Não estou na posição para dar conselhos, mas acho que é por aí: perguntarmo-nos o que nos importa, o que faz felizes e agir, buscar sair desse lugar de insatisfação para o de satisfação. Não esperar a aposentadoria. As vezes nos filiamos a tantas coisas, tantos cursos, tantos desejos como se eles fossem o caminho. Na arte o caminho é ver, é sentir. É estar no que se está fazendo e não ficar pensando em outra coisa. Como dizia o bruxo de Castañeda, sempre que entrarmos em lugar devemos nos perguntar, esse lugar tem coração? Ou nosso coração está aqui? E assim traçarmos um equilíbrio possível. Porque há muitas lutas muitas tarefas, muitos afazeres e não podemos travar todas, mas sinceramente a que nossa sensibilidade se adequa. Aí talvez possamos realizar aquele ideal da estética grega, do qual somos filhos: o bem, o belo, o justo. Amílcar de Castro que, era jurista e migrou para a arte dizia que quando realizava uma boa escultura estava sendo jurista, e quando realizava um ato justo estava sendo escultor. ...A proposito está acontecendo uma exposição dele no Museu da vale, Vila Velha - ES, contando inclusive com alguns dos seus poemas.
Fico por aqui, aos que me seguiram até, obrigado pelo tempo, aqui deixo também um tanto do meu e meu abraço!

 

 

quarta-feira, 3 de junho de 2015

TEMPO TEMPO

De repente tempo passou, continua passando, e já faz um bom tempo que não escrevo aqui. Hoje acordei me perguntando a que se deve essa falta de textos longos ou curtos aqui no Facebook que estava me habituando a postar? Seria a falta de assunto? A falta de ânimo? A falta de tempo? Inicialmente postava semanalmente estes meus textos dispersos, contando inclusive com a benevolência dos leitores para minha falta de revisão. Depois, no período de residência artística nos Estados Unidos, passei a postar todos os dias, e isso me deu um gás incrível! Agora, de repente passam semanas e nenhum texto. Pergunto seria falta de assunto? falta de tesão? Falta de tempo? Mas sem dúvida já tenho resposta: Falta de tempo. Com os a fazeres diversos: Casa, atelier, aulas na Universidade, curso de inglês, dor na coluna, ginástica... Meu tempo virou poeira virou correria, virou ansiedade. Fiz muita coisa (devo ter feito), mas não sinto que fiz. Os assuntos também viraram poeira, nenhum parecia interessante ou digno de escrita; e isso é tão diferente de um mês atrás, quando ir de bicicleta para o atelier, conversar com um mendigo, achar uma carteira de identidade na rua eram dignos de nota!
Hoje acordo cedo com esta sensação de falta de tempo (ela é sufocante não é mesmo? ) Começo a fazer uma lista de coisas que teria de atender. De Novo não terei tempo de escrever meu post disperso, penso. E qual seria o assunto? Então vi que n precisava de um assunto fora de mim, bastava eu me dar esse tempo e esse prazer. Sim porque parar, respirar e ver ao redor é um prazer! Ter tempo é um prazer! Não o tempo morto que acontece quando você tem tempo e não sabe o que fazer ou não tem ânimo para nada, mas aquele tempo vivo em que você vê uma Folha seca no chão, o vento tocar seu corpo e curte fazer considerações, segue o fluxo do pensamento e percebe ou vive alguma poesia. Então algumas palavras pensamento veem à minha mente e revidou atenção a elas. Ao final do dia se me acontecer de pensar, nossa não fiz nada hoje, direi fiz este texto. Aos teimosos que seguiram até aqui bom dia a todos!

terça-feira, 2 de junho de 2015

UM ANO DESENHADO

Como tanta coisa se atrasou
Estou ainda com desenhos de maio
E junho chegou já chegou