segunda-feira, 14 de setembro de 2015

UM ANO DESENHADO

Aos poucos os dias vão passando. Um amigo me escreve desanimado, dizendo que as vezes não vê sentido em desenhar. Diz que não sabe se vale a pena seguir nesta Via ou arranjar um trabalhado de vendedor ou seja lá onde for. Digo lhe que chegará uma hora q também o trabalho de vendedor, seja lá o que for questionara o sentido de ser... Aliás este questionamento tende a se manifestar em todo trabalho humano e, como não? Afinal é o sentido de viver que vem a baila em nossas ações. Nesta segunda feira sinto como meu amigo, não vejo muito sentido no dia. Desenho procurando sentido.












domingo, 13 de setembro de 2015

Da série confissões. Bico de pena sobre papel arroz. 31x22cm. 2006

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Da série Confissões. Colagem e bico de pena dobre papel. 31x21cm 2006

terça-feira, 8 de setembro de 2015

UM ANO DESENHADO

Prezados amigos que se integram por este projeto. Comunico que Carla Viviane Roncarati está preparando material para inscrever o projeto no edital da Secult para Galeria Homero Massena, a fim de fazer exposição do projeto, assim como realizar encontro dos artistas participantes, mesa redondas, publicação de catálogo, etc. Para tanto ela precisa da carta de anuência de todos (Via on line) assim como os currículos. Peço que enviem esses documentos para ela até dia 10, seja depois de amanhã. E vamos torcer par Que dê certo, certamente será um bom encontro. Flávia Pedrosa Vasconcelos Joedy Barros Marins Bamonte Ramon Wadry Thais Melotti Littig Pamela ReisDulce Osinski Sara Bittencourt Marcucci Junior Da Fonseca Bitencourt Zaira Iracy Salla Caetano e todos os outros cujos nomes não consigo linkar no momento.









sábado, 5 de setembro de 2015

Antes de ir para aula de Inglês, levei uma caixa de livros usados para José Carlos o "Vivedor de ruas", de quem falei em um post aqui, há uns três meses. Descobri que ele tem um carrinho de supermercados escrito Alfarrábios no sinal da Praça dos namorados. Como ele não estava lá, deixei os livros no carrinho dele e pedi aos vendedores de panos pratos do sinal que falassem com ele que era da parte do artista do que o tinha desenhado na Praia do Sua. Mais tarde passei no lugar, nem carrinho nem o Carlos estavam lá, perguntei aos vendedores se ele tinha gostado, me responderam, "sim, ele ficou muito alegre, disse que salvou o dia dele." fiquei imaginando, ele empurrando o carrinho agora cheio de mercadoria para trabalhar e, também quais títulos ele escolheria para ler. Guardei comigo a frase: salvou o dia...,
Agora, no ateliê rabiscos linhas, escuto a chuva leve que banha o meu sábado. Good night.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

UM ANO DESENHADO

Setembro. Desenho e continuo o diálogo com meu amigo Joao Carlos Simonetti iniciado ontem.
Pergunta: Percebe -se alguma mudança na forma de fazer? O exercício cotidiano levou a alguma compreensão nova sobre o desenho, sobre o artista ou as duas coisas?
Sim, houve uma mudança, comecei o projeto na via do desenho de observação, isto é, desenhando um espaço arquitetônico, um objeto qualquer do cotidiano, mas a partir de um determinado momento passei a desenhar simplesmente formas não figurativas, pautadas nos elementos básicos do desenho ponto e linha. Isso se adensou tanto que cheguei a perguntar pra que desenhar as coisas? Naquele momento pensava em desenhar somente as linhas e pontos abstratamente, pareceu me que estava cansado de desenhar objetos, de se perguntar o que desenhar cada dia, mas a verdade é que essa mesma pergunta se coloca nas composições abstratas, cometas também se indaga que linhas, ritmos, formas configurações criar hoje? Mas não segui uma via única. Segui o fluxo dos pensamentos. Assim, essas duas vias se intercambiam, se imbrincam, menos como programa, mais como maneira de ser.
O segundo ponto: se houve uma compreensão nova sobre o desenho sobre o artista... Isso não sei dizer ao certo, mas temos esta perspectiva, afinal toda arte trabalha neste sentido (digo isso junto com os que estão fazendo o projeto). Talvez algo dessa
compreensão até já esteja acontecendo, mas como estamos no meio do caminho, não temos visão completa dele. Contudo posso dizer que ela é permanente, o final, como meta se coloca na prática de todos os dias.
Terceiro ponto: se Há algo em comum? Se se percebe algo que os una? Sim, se os temas são diferentes, o material os une: grafite e papel. Essa unidade material é básica. Junto a isso, a ideia de um Desenho rápido, feito com poucas linhas. Até amanhã.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

UM ANO DESENHADO

Finda o mês de agosto. Setembro promete "independência ou morte" logo nos primeiros dias e flores no final, afinal esta vindo a primavera. Faço um Desenho de escuta no cafe do supermercado horti frutti de Vitória. Escuto os diversos sons do ambiente e desenho os estímulos sonoros de olhos fechados. Volta e meia uma lembrança, uma imagem me vem à mente, poderia desenha-las e, elas lhe levariam para outros caminhos, mas Fico na escuta. Então me vem as interessantes questões que meu amigo Joca, em visita aí meu atelier, me colocou a respeito do projeto um ano desenhado. Pedi a ele que me as refizesse, assim, tentarei respondE-las por aqui, esses dias. Fica aberto o bate papo.
Pergunta. O lugar que evitei: perguntar porque fazer "um ano desenhado". A mim me interessou a experiência vivida, não os motivos. Comecei pela trilha: como é fazer? Há uma disciplina? Uma hora específica? Como escolher o que desenhar?
Resposta: as motivações são importantes, elas se ligam a experiência. Esta não é primeira vez que estou fazendo um trabalho desta natureza, tipo um Desenho por dia.! Primeira foi em meados de 2006 e durou até 2009. Curiosamente começou no dia 07 de Setembro daquele ano e, estamos chegando as vésperas de outro dia da independência, momento em que estou burilando um projeto de desenhar alguns momentos da história do Brasil. Boa coincidência essa. As palavras independencia e liberdade são fundamentais neste trabalho de desenho. No fundo esta prática busca isso, exercitar, construir um tipo de disciplina, pensar a liberdade, ser livre.
O horário ideal para fazer o desenho do dia seria de manhã, mas nem sempre consigo, então ele acontece em qualquer tempo e lugar, como agora em um café. Isso quer dizer qUE alguns dias saio de Casa com esse livrao (de páginas sanfonadas) na mão para desenhar. Escolher o que desenhar é uma encrenca! Um abismo! As vezes é uma angústia. Desenho com isso, é o dia que o desenho quase não acontece. Há dia mais intenso, e dia que nem tanto, principalmente porque há momentos em que o tempo é curto pra tudo. O tempo talvez seja o principal problema, neste projeto, o desenho corrido e sempre é um calo no pé.
Creio que poderia definir assim:
1 -Algumas vezes escolho o que vou desenhar um ou dias antes, fico observando as coisas dizendo, amanhã desenharei isso ou desenharei aqui, principalmente quando viajo e visito museus, 2- outras vezes, simplesmente olho a minha frente e começo a desenhar alguma coisa que se apresenta aos meus olhos, 3 - é quando decido por fazer traços, linhas entrelaçadas no espaço, aí construo formas orgânicas que já é uma via gráfica que venho pesquisando há algum tempo.
Até amanhã.