quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

UM ANO DESENHADO

Fim do ano de 2014, fim do dia. Compartilho aqui um propósito para 2015: Um diário de desenho, um por dia, mostrando algo do dia, uma imagem, um pensamento qualquer, até o último dia do ano. Conversei com alguns colegas: Julio Tigre Tigre, Luciano Feijão, Lincoln Guimarães Dias, propondo este desafio. Todos curtiram a idéia, será que conseguiremos? Mas fica aqui o desafio e o convite a todos, vamos fazer? Por ora chamo este projeto de "UM ANO DESENHADO" Bom, bom ano de 2015 para todos!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

NATAL

Gostaria de desejar a todos os amigos Feliz Natal e um prospero ano Novo! Sei que estou repetindo o que voces já ouviram ano passado e outros anos. Não é verdade?: Mas que bom que isso permanece heim? Não fiz um cartao, mas trago esta imagem que fiz de Medeiros Neto. Cidadezinha onde cresci, até os 22 anos. Sabe aquele poema do Drummond, que fala de uma cidadezinha do interior? algo como: uma rua passa devagar, um burro passar devagar, devagar as janelas se olham... êta vida besta meu Deus? Tem a ver. Essa pacata cidade tem muita poesia. Feliz Natal e bom ano de 2015 pra todos voces!!!!!!!!!!!!!!!!!!

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

AQUARELAS AZUIS

QUARTA, COMO MUITAS OUTRAS.  AQUARELAS. Escuto Eduardo Marinho no Face e, uma frase dele, entre outras, me pega: “as pessoas falam de revolução, de mudança, querem liderar, mas não querem servir”. Pensei: tem tudo a ver com arte, a arte de viver - a arte que quero fazer. Uma vez perguntei a Arthur Luiz Piza, grande artista brasileiro, gravador e desenhista, se a arte mudava alguma coisa na vida dele e ele respondeu que si, que, certamente o transformava em um sujeito melhor, que o melhorava como ser humano. Se não temos este propósito, qual o sentido da nossa vida? Aí, retorno à fala de Marinho, "liderar-se a si mesmo" e, no campo da arte vem me à mente o artista chileno Roberto Matta Echaurren que pintava “guerrilhas interiores” e assim se propunha combater os tiranos interiores.
Hoje, cinco pequenas aquarelas, dimensões 25x35cm.
1 - Aprendendo a construir casas, 2-desenho para uma parede branca, 3 - Faça uma frase neste momento, 4- Projeto para habitar um lugar, 5 -Para uma pessoa bonita. A todos com meu abraço.









UMA VIAGEM DESENHADA Jornal



quarta-feira, 15 de outubro de 2014

PAISAGEM SONORA

QUARTA FEIRA. PAISAGEM SONORA. Chove levemente. É de madrugada. Poucos sons habitam esta hora da manhã. Escuto gotas d´água batendo sobre o toldo e batente da janela. Foi assim que descobri a chuva desta manha. Chuva discreta, chuva para dormi. Mas entre esses pontos de água, escuto alguns cantos de pássaros cruzando o espaço, espaço ainda negro na fímbria das horas. São bem-te-vis, coleiros, rolinhas e galos (da madrugada), será que estou certo? Abro a janela e deixo esses sons sobrenadarem aos meus ouvidos. Eles não se misturam, pelo contrário, habitam o espaço tridimensionalmente, alguns muito próximos, outros longe, alguns à esquerda, outros à direita, outros ao centro. Diria que se tivesse uma mão borracha poderia tocá-los. Mais distante, escuto sons de carros, silvos, chilreios e conjunto de canto de pássaros que não sei identificar. São pontos, linhas, manchas, texturas sonoras que se desenham como uma paisagem. Há algum tempo venho instituíndo em meus cursos e oficinas de arte este exercício de escuta como exercício de desenho. A proposta é mais ou menos assim: “Feche os olhos e veja. Feche os olhos e desenhe. Quando você fica quieto qualquer ruído é informação. Assim, de olhos fechados, desenhe os ruídos diversos que ouvir. Perceba pontos, linhas, planos, manchas, texturas, cores, espaços e risque. Procure não fazer linhas iguais, mas cada uma com uma pressão da mão, cada uma em um lugar conforme os estímulos sonoros recebidos. Conscientemente estabeleça diferentes traços, fortes, fracos, pesados, leves, lentos, rápidos etc. E vamos criar assim uma espécie de paisagem sonora. Chamaremos este exercício de percepção sonora gráfica visual ou, simplesmente “paisagem sonora” (texto de sala de aula, Vitória – 30/11/12). Exercícios como este me fizeram interessar por esse tema antigo e sempre presente na arte: a paisagem e acreditar que podemos reiventá-la, o pequeno livro “A Invenção da Paisagem” traz meus primeiros passos rumo a esta aventura.

  "Uma viagem desenhada" livro de artista, grafite sobre papel, 30x50cm. 80 paginas, 2012

AGRADECIMENTO

AGRADECIMENTO. Bom dia! Gostaria de agradecer a cada um e a todos que compareceram e aos que não puderam comparecer, pelas manifestações de apreço, de apoio, abraços e cumprimentos por ocasição do lançamento do livro "A Invenção da Paisagem" e do projeto de exposição itinerante "Viajamos para viver" que percorrerá cinco cidade do Espírito Santo, a saber: Ibiraçu, Santa Teresa, Viana, Cahoeiro de Itapemirim e Santa Maria de Jetibá:

Anna Saiter, Pedro J. Nunes, Cida Ramaldes, Carla Borba, Tarsila Addileu, Julio Tigre Tigre, Daniel Eliziario, Sandro S. Novaes, Andrea Falqueto, Luisah, Gorete, Larissa, Felipe Machado Cardoso, Rosindo Torres, Michelle Camargo, Adriana, Beto, enfim a todos que compartilham comigo esta aventura, muito obrigado!FA. Uma viagem Desenhada, grafite sobre papel, livro de artista, 89 paginas, 30x50cm. (aberto), 2012

CONVITE -Lançamento de livro - A INVENÇÃO DA PAISAGEM: AMAZÔNIA

CONVITE  -Lançamento de livro  - A INVENÇÃO DA PAISAGEM: AMAZÔNIA e partida do projeto de Exposição itinerante da SECULT “Viajamos para viver”
DATA: 14/09 (DOMINGO) à partir das 15:00hs (até à noite)
LOCAL: atelier do Artista - Endereço: Rua Padre Antonio Ribeiro Pinto, 38 apto. 107-B, Praia do Suá.  (Referência: é a rua do supermercado Extra Bom, no cruzamento da Av. Cesar Hilal com Leitão da Silva).









Mais um livro no prelo, mais uma aventura verbo visual para, como anotou Darci Ribeiro falar comigo mesmo e falar com você que me lê. Nunca havia desenhado paisagem, mas assim que tracei as primeiras linhas, a paisagem é que começou a se desenhar. Depois de duas viagens à Manaus, a vontade de penetrar a Floresta Amazônica me levou a encarar esse tema: paisagem. Precisava de uma justificativa projetual, peguei carona na trilha dos artistas viajantes, escrevi à Marinha Brasileira e, assim me embarquei no Navio Hospital Carlos Chagas (NASH) com o propósito desenhar “os diversos cenários amazônicos. Como alguém que nunca havia desenhado paisagem poderia responder a esse desafio? Antes que alguém me apresente uma resposta de bolso (ou de orelha de livro), como artista, respondo à queima roupa: Desenhando. De Manaus à Porto Velho, treze dias navegando pelos Rios Negro e Madeira, grafite, papel e aquarela nas mãos; uma disciplina militar, um cenário grandioso, mas sobretudo a disponibilidade para ver, descobrir, se encantar. Abandonei a literatura e tratei de ver e estar na paisagem. Abandonei também a ideia de fazer arte. Assim, me vi tateando, escrevendo como quem desenha e desenhando como quem escreve. O resultado é uma série desenhos aquarelas e fotografias que fazem esta nova publicação: A INVENÇÃO DA PAISAGEM: AMAZONIA. O livro faz parte do projeto “Viajamos para viver” vencedor do edital de exposição itinerante da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), que seguirá, à partir de 18 de setembro até fevereiro de 2015 pelas cidades de Ibiraçu, Santa Teresa, Viana, Cachoeiro de Itapemerim e Santa Maria de Jetibá. O livro é gratuito, as pessoas interessadas que não puderem comparecer ao lançamento poderão recebe-lo pelos correios, é só entrar em contato. ABC.