Madrugada. Acordo com a noite diante de mim. HORAS depois, o dia chega nublado. Desenho sem motivação. E Sem saber em que me apegar faço a pergunta: porque desenhar as coisas? As coisas me parecem sem graça, sem condição de me dar prazer, sem razão de ser desenho. Mesa, cadeira, porta, caderno, copo, livro, bola, computador e todas as coisas do mundo me parecem sem encanto. O que então desenhar? Traço linhas finas, desencantadas, sem nada esperar, talvez porque precise me mexer, talvez porque não saiba esperar. Desenho linhas fracas trêmulas, hesitantes e olho pela janela. Junho termina, Julho é mistério. O vazio está em todo lugar.





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